sábado, 25 de outubro de 2014

Estrela de Belém - a tese de Molnar

Realizou-se entre 23 e 24 de Outubro na Universidade de Groningen (Holanda), um colóquio dedicado à estrela de Belém: "The Star of Bethlehem: Historical and Astronomical Perspectives. A Multi-Disciplinary Discussion". O colóquio reuniu alguns dos melhores especialistas mundiais neste tema, aproveitando em particular para comemorar, quatrocentos anos depois, um dos mais importantes marcos nas discussões sobre o assunto, o livro de Johannes Kepler, De vero anno quo aeternus dei filius humanam naturam in utero benedictae Virginis Mariae assumpsit (1614). Mas a razão principal para a realização do Colóquio foi analisar e discutir a recente "tese de Molnar", uma tese que tem causado o maior entusiasmo entre os especialistas. Michael Molnar, primeiro num artigo e depois no seu livro The Star of Bethlehem - Legacy of the Magi, apresentou uma interpetação curiosíssima da estrela de Belém. Michael Molnar montou um site sobre a estrela de Belém.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Tese sobre Álvaro Tomás

Stefan Paul Trzeciok entregou a sua tese sobre Álvaro Tomás. Paul é um jovem investigador do Institut Mxx Planck de História da Ciência, em Berlim. Álvaro Tomás é mais um dos portugueses que estudaram na Universidade de Paris Samuel Gessner e eu montámos um "site" sobre Álvaro Tomás onde se podem encontrar muito mais informações.

sábado, 4 de outubro de 2014

Integrated History and Philosophy and Science

Nos últimos dias tive a booa sorte de assitir ao magnífico curso que Theodore Arabatzis e o seu curso de Integrated History and Philosophy of Science. Theodore Arabatzis é um conceituado especialista em “integrated histiry and philosphy of science”

domingo, 28 de setembro de 2014

Pamela O. Long

Pamela O. Long ganhou uma das muito célebres e cobiçadas MacArthur fellowships. A notícia, está AQUI. Descrição e significado.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Os espantosos anos 30

Continuo muito interessado nos pensadores dos anos 30 (em grande parte devido às conversas e discussões – na verdade tem sido uma única longa conversa -- conversa que mantenho com Antonio Sánchez há quase três sobre o assunto). O Antonio chamou-me a atenção para o trabalho de Franz Borkenau, que eu conhecia apenas de maneira muito superficial. Ontem, em conversa com outro amigo meu, de filosofia, fiquei com a certeza de que tinha também que ler Karl Mannheim. É talvez impressão minha, mas estes autores foram muito mais importantes para ahistória da ciência do que se costuma pensar. O livro não existe – e que eu, nos momentos de maior delírio gostava de escreve – é uma história da ciência integrada no âmbito geral da história da cultura ocidental. A ligações com

domingo, 30 de março de 2014

Jesuítas - Missionários e Educadores

Acabado de regressar de um seminário sobre Jesuítas—Missionários e Educadores, na Faculdade de Letras (28 Março), algumas reflexões. Apresentei uma comunicação sobre aspectos estruturais da Assistência Portuguesa. Por aspectos estruturais, quero dizer sobretudo a peculiaríssima situação geográfica em que operava a Assistência Portuguesa e questões relacionadas com o pessoal.

No fundo – e para resumir ao mínimo essencial – na minha argumentação tentei mostrar duas coisas: 1. Que a Assistência Portuguesa, por ser, de longe, a Assistência jesuíta com a responsabilidade sobre a maior área geográfica, e , ao mesmo tempo, aquela que dispunha de menos efectivos (havia muito menos jesuítas portugueses do que espanhóis, italianos, franceses ou da "Germania"); 2. Que esta grande desproporção introduziu uma tremenda tensão no seio da Assistência Lusitana, que  condicionou muitos aspectos das iniciativas dos jesuítas em Portugal. Ou seja: mostrei que não têm muito sentido as comparações fáceis e esquemáticas que muitas vezes se encontram na literatura, pos a situação jesuíta portuguesa era marcadamente diferente da de todas as outras Assistências.

Tudo isso torna o "empreendimento jesuíta" em Portugal ainda mais notável. Como aspecto tangencial da minha apresentação, mostrei alguns dos números da reforma pombalina. Os números não são desconhecidos dos especialistas, mas são totalmente desconhecidos do público em geral. Entre ??? e ??? a universidade de Coimbra. Depois veio Pombal. A Universidade passou para um número médio de ???. Taveira da Fonseca, o especialista a quem devemos estas estatísticas, comentou a impressionante redução de alunos dizendo que, em 1772, a população universitária de Coimbra passou para números abaixo dos do século XVI. A observação é correcta, mas podia ganhar o grande prémio do understatement. Com Pombal, os números absolutos de alunos em Coimbra passaram